Palestra na Oficina Cultural Grande
Otelo - 12 de abril de 2010, das 19h às 21h
Membros da Academia Sorocabana de Letras
Geraldo Bonadio
Maria Virgilia
Frota Guariglia
Cleide Riva Campelo
Myrna Ely Atalla Senise
da Silva
A criação literária entre o planejamento e
o voo livre
Divina
arte. Divina comédia. Costumes que se estranham e se entranham. Ruptura e
advento. Quem elabora a obra? O planejado sempre atinge a sua meta? Há um
maestro por trás da orquestra (contra)dirigindo o que
se pensava claro? Por que o espanto? O que fascina nos tipos, fascina nas
personagens? São arquétipos sempre? O tema evidencia-se durante a criação ou
caminha por tramas e dramas estranhos ao próprio autor? Como, de repente, as
idéias alçam voos e atingem veredas inusitadas? O
leitor é um parceiro ou antagonista ou personagem ou crítico? Ou nada? O
retrato envelhece mesmo e em qual espelho ficou perdida a face do autor, do
autor/leitor, do leitor/personagem, do leitor/leitor? O mundo interfere na obra?
A obra transfigura e (re)constrói a vida? Autopsicografamos ou simplesmente inscrevemo-nos na vida?
Responderemos? "Para a maioria das pessoas que olham para um móbile, não
se trata de mais do que uma série de objetos planos que se movem. Para alguns,
pode ser poesia." As personagens são móbiles de Alexander Calder? São poesia? Devem ser
vistas através dos olhos de Beatrice ou mefistofausticamente? Responderemos? Quem sabe? Por que o
corvo pousou no busto de Palas?